A #FETAEMA reage com indignação a mais um fim de semana marcado por casos de violência contra camponeses no interior do Maranhão.

O trabalhador rural Antônio Gonçalves Diniz foi assassinado na sexta-feira (2) no município de Arari. Em menos de um mês, é a terceira execução de agricultores e agricultoras familiares no estado. Lutador pelo direitos dos agricultores e agricultoras familiares da Baixada Maranhense, defensor da reforma agrária e contra os cercamentos dos campos naturais, Antônio foi baleado por dois pistoleiros.

Desde 2020, a FETAEMA e outras organizações sociais participaram de diversas reuniões com o Governo do Maranhão cobrando providências em relação ao conflito agrário que envolve várias comunidades rurais de Arari, por conta da grilagem de terras e cercamento dos campos naturais.

No sábado (3) o ex-dirigente do STTR de Alto Alegre do Maranhão e liderança do Projeto de Assentamento Boa Hora/Campestre, Juscelino Galvão sofreu um atentado a bala, escapando com vida. Há poucos dias, no dia 1º de julho de 2021, acompanhado de dirigentes do STTR do município e da assessoria jurídica da FETAEMA, Juscelino esteve no INCRA, em reunião com a Superintendente do órgão, denunciando o grave conflito agrário provocado por grileiros de terras e as ameaças sofridas pelos trabalhadores rurais do assentamento.

Esse é mais um dos graves casos de conflitos agrários que a FETAEMA tem acompanhado. No dia 22 de junho desse ano, encaminhou-se ofício à Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade (COECV) e ao Ministério Público Estadual, solicitando providências urgentes em relação ao conflito e ameaças sofridas pelos trabalhadores rurais do Boa Hora/Campestre.

A escalada da violência no interior nos causa horror e indignação. Cobramos das autoridades competentes do Estado do Maranhão celeridade nas investigações. Diante do cenário crítico, é fundamental a constituição de um gabinete de crise para enfrentarmos as diversas situações de violações dos direitos dos agricultores familiares atacados pelo latifúndio.

Reiteramos nossa posição de defesa dos direitos dos trabalhadores rurais de todo Maranhão. Seguiremos denunciando e cobrando das autoridades a resolução rápida dos casos. A agricultura familiar tem voz e não será silenciada pela brutalidade!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.